14 junho 2006

Lula continua na frente

Foi divulgada, ontem, mais uma pesquisa CNI/Ibope para a corrida presidencial. O resultado revelou que apesar de tantas denúncias, a popularida de do presidente Lula continua crescendo. A pesquisa detaca que os índices são tão positivos quanto os do início de seu governo.

Avaliação do presidente

A avaliação de bom e ótimo, depois do abismo de dezembro no auge da crise do mensalão, agora é um pouco melhor do que nos primeiros meses da posse. Já o critério de ruim ou péssimo, atribuído por 1/3 dos brasileiros, caiu para 19% em junho. Ete fenômeno transferido para a corrida eleitoral fez o candidato Lula subir 16 pontos e atingir o índice da reeleição em primeiro turno (48%).


Geraldo Alckmin

Já o candidato Geraldo Alckmin praticamente não saiu do lugar, entre dezembro e junho. Assim como, a senadora Heloísa Helena, que continuo no rodapé da pesquisa.

Clique na imagem para ver melhor

Anúncio da candidatura

Com tanta pesquisa a favor só faltam suas coisas para o presidente Lula: assumir a candidatura e escolha o vice de sua chapa

O vice

Por enquanto, em relação ao vice, já dá para saber pelo menos quem não será ele. Ciro Gomes, antes favorito, é tido por petistas como carta fora do baralho. O ex-ministro do governo Lula está sendo descartado por ter personalidade forte (o que atrapalharia ainda mais Lula) e por querer ser candidato em 2010. Vendo por este aspecto a mineirice do atual vice, José Alencar, poderá levar mais eta carona na bocada presidencial.

Clique aqui para baixar a íntegra da pesquisa

13 comentários:

Gonzaga Britto disse...

Olá, vim até aqui atendendo ao seu convite para conhecer seu comentário sobre a última pesquisa CNI/Ibope. Cadê o comentário? A pesquisa em si já foi exaustivamente divulgada, não tem sentido repeti-la, mas o comentário - a percepção das pessoas sobre um assunto/notícia - seria interessante. Cadê o comentário???

Clayton Cruz disse...

O atual momento político nos remete à campanha eleitoral de 2002 ao menos quando o assunto é pesquisa de opinião. Lula antes mesmo de oficializar seu nome como candidato à época já era o nome mais lembrado; meses depois confirmou nas urnas o que as pesquisas indicavam. Uma segunda vitória é culpa da chamada oposição que não soube e não sabe aproveitar as mazelas da atual administração. A demora na definição dos pré e posteriormente candidatos e a mania de só falar de Lula, dão-lhe fôlego necessário para se manter na crista da onda. [ ]

Rafael Canella disse...

A vitória do atual presidente Lula é quase certa, visto que o candidato do PSDB Geraldo Alckmin consegue ser mais ruim de voto do que o José Serra em 2002.

Dá-lhe Lula!!!

Alexandre, The Great disse...

O viés de metodologia não instrumentaliza minha opinião sobre esta "pesquisa".

Sinto muito, Patrick.

Shivas disse...

Patrick

É preocupante, sem dúvida.
Existem alguns fatores que merecem ser levados em conta, como sugere Cesar Maia no seu blog de hoje. 14/06/2006

a) Fazer pesquisa segunda, terça e quarta é pegar nos bairros as donas de casa, empregados, estudantes, desempregados, doentes,....Na segunda-feira é novidade. Há sempre desvios.

b) O Ibope faz sempre uma pergunta inicial de aquecimento. Tudo bem. Mas deixar a intenção de voto para o final afeta a reposta pois ela vem carregada de impressões nas respostas anteriores. A pesquisa eleitoral tem que começar pela intenção de voto para que os cruzamentos com as demais perguntas ajudem a entender as razões do eleitor.

Pula disse...

É Lula lá em Brasília

Pula

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Patrick:

De facto estou longe de ter qualquer tipo de sensibilidade para o que, neste momento, se está a passar em termos de política brasileira.
Quero no entanto dizer-lhe que, como nós aqui para a Europa dizemos:
- "as sondagens valem o que valem."

Haverá concerteza sondagens mais verosímeis, mas muitas vezes são influênciadas pelos detentores das empresas de sondagem que as "perfumam" com um toque pessoal que não é mais do que obedecer a "voz do dono".

Não quero aqui pôr em causa qualquer tipo de sondagem, limito-me a constatar aquilo que é um facto.

O melhor juízo sobre elas (empresas de sondagem) é a comparação com os resultados reais no dia da eleição.
Aí ou elas ganham alguma credibilidade ou ficarão "conhecidas".

O Patrick guarde todas essas sondagens e faça um teste comparativo após a eleição.
Vai vêr que lhe vai dar um artigo bastante interessante para colocar aqui no seu blog.



Um abraço,

Patrick Gleber disse...

Ohhh!!!

Um comentário lusitano. Que honra! Seguerei seu conselho senhor Mostardinha!

Ricardo Rayol disse...

Patrick, tu acreditou naquele email do ABN? Recebi também e devolvi o email com uma reposta educada mandando eles tomarem no meio do olho do lugar onde o sol não ilumina. Quero ver algum advogado mané vir me processar. Vai ser minha mega sena eheheheh

Santa disse...

A foto é um achado. Até parece que gosta de trabalhar.

Bjs

Anônimo disse...

Novo laudo da Polícia Federal indica que lista de Furnas é autêntica

Data de Publicação: 17 de junho de 2006

CAIXA 2

Tucanos voltam a ficar na mira da Lei

A Polícia Federal confirmou ontem a autenticidade da chamada "lista de Furnas", documento de cinco páginas que registra supostas contribuições de campanha, num esquema de caixa dois, a 156 políticos durante a disputa eleitoral de 2002. No total, eles teriam recebido R$ 40 milhões.

Segundo a assessoria da direção geral da PF, em Brasília, perícia do INC (Instituto Nacional de Criminalística) concluiu que a lista não foi montada e que é autêntica a assinatura que aparece no documento, de Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, empresa estatal de energia elétrica. A PF informou, contudo, que não tem como atestar a veracidade do conteúdo da lista. Os papéis citam empresas que teriam colaborado para um caixa dois administrado por Dimas Toledo.

Entre as campanhas eleitorais supostamente abastecidas pelo esquema estão as do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, hoje candidato à Presidência pelo PSDB, do ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), atual pré-candidato ao governo paulista, e do atual governador mineiro, Aécio Neves (PSDB). As campanhas em 2002 teriam recebido, respectivamente, R$ 9,3 milhões, R$ 7 milhões e R$ 5,5 milhões

Saramar disse...

Patrick, a coisa está feia. Tudo indica que candidato-presidente irá mesmo se reeleger. Credito isso, também, à absoluta falta de opção.

Beijos

AZIMUTH disse...

Concordo com a Saramar. Acho que não vai ter jeito mesmo mas é por falta de opção.
O Alckmin, além de muito sem sal, não é conhecido pelo Brasil. Vamos torcer para que essa situação melhore durante a campanha...
Abraços,
N. Cotrim