13 junho 2006

Quem financiou os ataques do PCC?


12 de maio, parecia mais uma sexta-feira normal, início de fim de semana. Os criminosos mostram suas forças. O sábado amanhece e mais de 15 pessoas estão mortas. A maior guerra urbana da história de São Paulo continua com mais de 70 rebeliões em presídios, atentados, assassinatos, ônibus queimados. Os ônibus que não são queimados ficam nas garagens e como conseqüência, milhares de passageiros a pé.

O tumulto continua na tarde de segunda-feira. Ameaças de bombas fecham os shoppings, escolas dispensam os alunos, os celulares entram em pane, uma onda de boatos e algumas ameaças reais adianta o fim do expediente comercial.

Às 10h da noite a metrópole cala. Um encontro entre representantes do governo do Estado e Marcos Camacho, o Marcola, põe fim aos ataques. Marcola continua preso na penitenciária de segurança máxima no interior do Estado.

No balanço oficial 339 ataques e 179 mortes, a maior parte delas de suspeitos.

Quem financiou?

Os ataques e rebeliões nos presídios podem ter sido financiados com o dinheiro oriundo do assalto a agência do Banco Central de Fortaleza, em agosto de 2005. O líder da quadrilha é acusado de contribuir com o PCC, após as ações criminosas lucrativas.

A investigação feita pela Polícia Federal mostra que o PCC recebeu R$ 50 milhões dos R$ 179 milhões roubados do Banco Central. A renda mensal da facção teria crescido cerca de R$ 1 milhão com assaltos a carros-forte e bancos. Além de mandar também nos principais pontos de drogas do Estado.

Essa iniciativa de aplicar o dinheiro de um crime para pratica de outro, ao meu ver, é tática de guerrilha, e nossos governantes devem ficar de olhos abertos porque eles não cessarão por aqui.

5 comentários:

Alexandre, The Great disse...

Patrick.
Não me leve a mal; mas esta parece ser mais uma "bomba-ninja" deste (des)governo.

Para acreditar que os ataques do PCC em SP, foram financiados pelos ladrões do BC de Fortaleza e não pelas FARCs, eu teria que acreditar também que o ex-Prefeito Celso Daniel foi morto por um menor de idade que tentou assaltá-lo; teria que acreditar também que as 8 testemunhas (ou são 9?) morreram por "coincidência"; ou que a recente morte do Prefeito de Monte Alto foi suicídio.

Não só nisso, mas também no Saci Pererê, no Boi Tatá, Fada do Dente, Coelhinho da Páscoa, Bruxa Malvada, Papai Noel, etc... etc... etc...

Um abraço,

Santa disse...

Oi querido, vou torcer pra que vc consiga aquele emprego!!! (rsss) Até porque o mercado pra esta área não está fácil.

Também não acredito que o financiamento tenha essa origem. Até porque o evento do roubo foi, na época, pra desviar atenão do foco que estava na CPI do mensalão dos dólares. Essa estratégia de "apagar fogo" de Lula já caiu no ridículo. Assim como o ataque ao Congresso, ra desviar atenção das denúncias-crime (Lula e filho). Agora essa Vai ver que é pra imprensa não lembrar mais que ele "bebe pra caramba", e " o veto dos apasentados",entre outras...

Bjs

Anônimo disse...

ATENÇÃO


O Foro de São Paulo (entidade fundada em 1990 pelo presidente Lula, que reúne governos auto-proclamados de esquerda da América Latina e que congrega 153 grupos de narco-guerrilha) resolveu pressionar o governo brasileiro a conceder logo o refúgio político para o colombiano Francisco Antônio Cadena Colazzos. O Padre Medina é um dos porta-vozes, no Brasil, das FARCs. O grupo narco-guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia é um dos braços armados e operacionais do Foro de São Paulo, juntamente com o Movimento dos Sem Terra – segundo analistas em inteligência militar brasileiros.

O Padre Medina é pivô de uma crise política, por causa de uma matéria publicada na edição número 1896 da revista Veja. A reportagem mencionava uma suspeita – não comprovada oficialmente – de uma doação de US$ 5 milhões de dólares das FARC para o Partido dos Trabalhadores. O anúncio da suposta doação teria sido feita por Olivério Medina (como também é conhecido o padre) durante um churrasco no dia 13 de abril de 2002. A Veja fez a denúncia baseada em documentos e no depoimento de um ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência. As suspeitas foram negadas pelos superiores da Abin. O caso foi abafado e, oficialmente, encerrado.

Rafael Canella disse...

Bom se a investigação da Polícia Federal diz isso não há o que contestar

Dá-lhe Brasil!!!!

Kafé Roceiro disse...

Patrick,
É muito triste ver a situação do nosso país. Nós que estamos acompanhando o Governo Lula, principalmente, podemos perceber suas artimanhas e nos revolta sua postura de "se fingir de morto".
Esta postura pra mim significa culpa no cartório.
Prazer vir num blog tão bem elaborado! Vou linkar você lá na roça.
Forte abraço,
Kafé.