09 junho 2006

Sugestões para uma reforma da Previdência

Confira as proposições do economista Fábio Giambiagi, publicada no Valor Online, para uma reforma na Previdência Social no Brasil, consciente e equilibrada, para os próximos anos:

1) adoção do princípio da idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição, de forma análoga ao que já foi estabelecido para os servidores, de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres;

2) aumento progressivo dessa idade mínima ao longo de 10 a 20 anos;

3) redução gradual do diferencial existente entre homens e mulheres para efeitos de aposentadoria, dos atuais cinco anos para dois anos, por exemplo na velocidade de um ano a menos a cada cinco anos;

4) elevação do período contributivo, até chegar a 25 anos, para quem se aposenta por idade;

5) aumento da idade de aposentadoria por idade, para 66 anos daqui a alguns anos e 67 anos daqui a 10 ou 15 anos, como está ocorrendo em diversos países do mundo;

6) extinção do regime especial dos profissionais de ensino fundamental e médio, que permite às professoras se aposentarem aos 50 anos;

7) desvinculação entre o salário mínimo e o piso previdenciário, assegurada a indexação das aposentadorias à inflação;

8) aumento da idade de elegibilidade para a concessão do LOAS para até 70 anos e redução do piso assistencial para 75% ou 80% do piso previdenciário, melhorando a estrutura de incentivos para que o cidadão contribua para a Previdência Social.

Clique aqui para ler o texto completo de Giambiagi (As Reformas de 2007 (II): Previdência Social). Leia também a primeira parte As Reformas de 2007 (I): A Organização do Governo.

4 comentários:

Alexandre, The Great disse...

Se as reformas propostas são "conscientes e equilibradas", então têm uma grande chance de serem desprezadas; infelizmente.

Nada é elaborado de forma técnica neste governo. "Locupletar" - eis o verbo mais conjugado.

vera disse...

A sugestão boa é aquela que virá depois que o Lula perder as eleições. :-) Bjs

Santa disse...

Se a proposta não comtemplar a ganância de magistrados, e para governo efeitos populistas, então nenhuma chance de aprovação.


Bom domingo!

Lucas disse...

O ensaio geral para a tomada do Poder foi feito.

Aguardemos, confortavelmente sentados, que apareça, no meio do MST, do MLST ou dos Sem Teto urbanos, alguém com a audácia de Adolf Hitler ou Lênin para que se tome de fato o poder de Estado — contra nós, porque totalitário. Então, o novo governo que será dirigido por um partido, traçará suas diretivas e dará suas ordens às Forças Armadas como no III Reich e na URSS

Oliveiros S.Ferreira
fonte: Ternuma