28 julho 2006

Uma lição que vem da Índia

O Brasil é o eterno país do futuro, de um futuro que nunca chega. Do século XX, até os anos 70, o Brasil foi o país que mais se desenvolveu, no mundo. Daí termos chegado, hoje, à condição de nona economia mundial. Hoje estamos estagnados.

Bom, mas o que realmente quero abordar neste artigo é uma comparação entre dois países, o nosso e a Índia. A uns tempos atrás, quando meu blog ainda era o Pensar Político, postei um artigo sobre a possibilidade de o Brasil adotar, ainda esse ano, o programa que forneceria um laptop, ao custo de US$ 100, a crianças de baixa renda. Pois bem. Somos um país em desenvolvimento, certo? Certo. A Índia também é, certo? Certo. Mas a Índia é um país do desenvolvimento se desenvolvendo. Senão vejamos com este pequeno exemplo.

O projeto do cientista da Massachusertts Institute of Tecjnology’s, Nicholas Negroponte, está sendo negado pelo governo indiano. A declaração do secretário indiano da Eduação sobre o assunto é uma frase que vale por um programa de governo. Diz o senhor Sudeep Banerjee:

"Nós precisamos de salas de aula e professores mais urgentemente do que de ferramentas fantasiosas"

A idéia de dar computadores baratos às crianças é ótima. Mas antes disso dêem emprego e renda a seus pais, dêem condições para que eles possam adquirir não apenas simples laptop’s de US$ 100, mas computadores de verdade.

A frase do secretário indiano dá a idéia de como o governo brasileiro deve agir: todo dinheiro público disponível para a educação deve ser empregado em professores e salas de aula. Aliás, quanto custaria colocar todas as crianças em idade escolar em horário integral, pelo menos até o ensino médio? Se alguém tiver a resposta, por favor,, gostaria de saber.

9 comentários:

Alexandre, The Great disse...

Patrick.

Veja que em nenhum momento o governo da India falou em dar uma "sacola-esmola" para seus miseráveis cidadãos. E note bem: o povo lá é miserável mesmo... anda descalço, não tem água limpa para beber, não tem alimentos para todos; não obstante o governo prioriza a educação.

Grande lição nos dá a India.

Um abraço,

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Patrick:

Então mas o ensino aí ainda não é até ao ensino médio?
Bem, se assim for a coisa está pior do que o que eu pensava.

Um abraço,

Nat disse...

Patrick,

No Brasil, não há interesse político em desenvolver a educação, pois quanto mais ignorante é o povo, mais fácil é influenciá-lo. Trágica realidade. Nada de lap-tops, nada de educação.

Abs

teacher disse...

quanto custaria colocar todas as crianças em idade escolar em horário integral, pelo menos até o ensino médio?
é...isso eu tb queria saber.

Ekilibrus disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Camarada Arcanjo disse...

Muito boa a opinião do ministro Indiano e a sua também.

Eu também entendo que sala de aula, professor e um ambiente propício é fundamantal. Porém, nos dias atuais uma ferramenta indispensável é o computador e conexão de banda larga. Na minha opinião a cada 20 salas de aula um laboratório de informática com vários computadores de boa qualidade e professores para acompanhar o desenvolvimento pessoal é um ideal que devemos buscar e apoiar.

É essencial deixar a disposição dos alunos bibliotecas, salas de leituras, baias com computadores conectados entre outros recursos à todos os alunos.

Camarada Arcanjo disse...

Patrick,

Quanto ao horário integral, não acredito que é essencial para o desenvolvimento dos alunos na idade infantil. Considero essencial na pré-adolescência e na adolescência. Isto sim.

Acredito até mais importante o governo realizar um trabalho de formação completmentar à educação escolar para os pais menos preparados para educarem os filhos.

José Alberto Mostardinha disse...

Viva:

Muito bem elaborado.
Parabéns.

Um abraço,

Santa disse...

Nem sempre a educação no Brasil foi ruim, mal administrada, precária. Conseguiram fazer por onde...