06 setembro 2006

Sem novidades. Lula na frente

Na teoria, notícia deveria ser sinônimo de novidade, na prática a coisa é bem diferente. Jornalismo se faz com o que é atual, não precisando ser novidade. A pesquisa de insituto Datafolha divulgada ontem pelos principais veículos da imprensa (não coloquei nenhum link para a pesquisa pois acredito que todos já devem tewr conhecimento) não trouxe qualquer novidade. Refletiu apenas as outras pesquisas dos outros institutos. Os resultados continuam sendo ótimos para Lula e péssimos para Alckmin. Geraldo Alckmin não consegue falar aos pobres com a mesma facilidade de Lula, até tenta, mas não consegue. Lula tem um quê de "humildade" dentro de si. E como ninguém consegue ser presidente da república perdendo no Nordeste e entre os mais pobres, o destino de Alckmin parece ser terrível, apesar da avalanche de denúncias que recai sobre Lula e o PT.

Bm, faltam pouco mais de três semanas para o primeiro turno. Pode ser que os tucanos ainda tenham coelhos para tirar da cartola? Sei lá. Mas, pelo andar da carruagem, o PSDB vai levar desta eleição o troféu da maior viagem na maionese da história política do Brasil: apostar num levante das classes médias em defesa da moralidade pública como o caminho para derrotar um líder político popular com a musculatura de Lula.

7 comentários:

Serjão disse...

Lula virou time de futebol. Ás vezes nos irrita, ás vezes nos decepcionamos mas nunca o abandonamos. Por isso´as denúncias não colam nele. Por isso o PT se arrebenta mas Lula não cai. Não sei de onde vc é mas no Rio de Janeiro tivemos algo muito parecido no começo da década de 90 com Leonel Brizola. Com o Gaúcho era muito pior e olha que isso acontecia sem o Bolsa Família ou cheque cidadão. O fanatismo era mais cego. Mas tudo o que sobe desce e um dia a casa cai. Mas não acho que não vai ser por denúncia de corrupção. O povo vai enjoar. mesmo.
Um abraço

Rafael_Canela disse...

Poxa Patrick Gleber gostei muito desse texto

Amilcar Cabral disse...

Quando eu era pequeno, na minha rua em Copacabana, tinha um menino rico, o Gustavinho. O pai dele era dono de uma fábrica de tecidos em Vila Isabel. O Gustavinho era o dono de uma bola de couro com que a gente jogava no fundo do velho edificio de quatro andares na Rua Barão de Ipanema 43, vivíamos felizes entre 1953 e 1959.Dois artigos da Folha de hoje, o do Nelson de Sá, vaticinando “o fim dos partidos políticos”, outro do Helio Schwartzmann, propondo o voto nulo e do fim do voto obrigatório, me lembraram do Gustavinho. É que sempre que começava a perder, ele começava a gritar "pára o jogo que a bola é minha” ou então pegava a bola com a mão, botava em baixo do braço e queria expulsar um ou outro jogador do outro time, que havia esbarrado nele...Engraçado como alguns analistas políticos, quando perdem no jogo, ficam chorando para mudar as regras, acabar com o voto obrigatório e fazem vaticínios sombrios...Deve ser horrível ser de direita...e não saber conviver com a democracia.

Lucas disse...

Ta bem PT e Alkimin esse blog. Cristovam Buarque traz consigo toda competência e intelectualidade digna de ser mencionada.

Vera disse...

I-M-P-E-R-DÍ-V-E-L

FIDEL CASTRO CANTA YO VIVIRE

http://www.youtube.com/watch?v=XI4Q8opj4Ik

Neto disse...

Lula ganha novamente Patrick!
E pelo andar da carruagem, acontecerá mesmo o que você descreveu. Será "de lavada".
Não que eu goste do Lula, ou tenha apreço por ele. Apenas percebo o quanto essa campanha eleitoral teve tantos candidatos pífios à um cargo tão importante como o de Presidente.
Estamos bem longe de termos um político audacioso e inteligente como JK ou Getúlio, que souberam bem aproveitar suas oportunidades com responsabilidade e moral.

Quanto ao PSDB...
A candidatura de Serra talvez fosse ainda melhor que a de Alckmim...
Quem sabe não arranharia o Lula...

Um abraço, colega

Ricardo Rayol disse...

Podemos tirar o cavalo da chuva, essa não vai dar.