05 setembro 2006

Voto aberto

Caminho aberto na Câmara dos Deputados para que possa ser votado a proposta de emenda constitucional que institui a obrigatoriedade de voto aberto em plenário. Entre os deputados parece haver consenso de que ele deve ser extinto para processos disciplinares. Há uma ressalva entre os parlamentares quanto a eleição das mesas e a apreciação de vetos do Executivo, casos que continuariam com voto secreto, para evitar pressões do governo.

Pessoalmente sou favorável ao voto aberto. Temos o direito de saber como votam os nossos representantes. Mas em que situações? A princípio bastaria a abolição do voto secreto para os processos de cassação. Evitaria assim acordos subterrâneos, tornando o processo mais transparente para o eleitor. É só lembrarmos das absolvições dos parlamentares no caso do mensalão. Mas por que, então, não conferir essa mesma transparência ao conjunto da atividade legislativa? Ou será que possíveis negociatas e acordos subterrâneos devem ser rejeitados apenas em alguns casos, sendo aceitáveis em outros?

7 comentários:

Rafael_Canela disse...

Torço para que não haja qualquer tipo de negociata

juliodo13 disse...

Esse seria um grande passo no processo eleitoral

GOMES disse...

O congresso é a nossa maior vegonha, temos q expulsá-los de lá, todos, sem excessão


FORAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

só lula pra mudar esse pais

fora tucanalha

é 13

é lula

é povo

Neto disse...

O voto aberto é o ideal.
Embora todos sabemos que no Brasil modos maquiavélicos são criados dentro do congresso para que as coisas continuem do jeito em que estão (ou vá para pior).
Afinal quem cumprem as leis?
Quem as homologam?
A verdade Patrick, é que essa discussão só vai interessar mesmo à "alguns". A maioria fica de fora.

Mas vamos ver no que vai dar...
Um abraço.

Ricardo Rayol disse...

Tenho certeza que mesmo com voto aberto essa cambada vai dar um jeito para burlar a ética. A propósito, há algum tempo atrás citei seu blog, o meu post recente sobre o assunto fez menção apenas a blogs que adicionei há pouco tempo. Então para de reclamar ahahahahahaha

Everardo Magalhães disse...

É interessante que a proposta seja aprovada, no entanto, a moralidade em qualquer processo não se traduz pela forma de votar (aberta ou secreta), e sim, pelo caráter, honradez e compromisso que cada um dos votantes possui. O povo precisa escolher melhor quem vai representá-lo, não é possível continuarmos elegendo os políticos apenas com base em suas mirabolantes propostas de campanha, não passam de falácias. Analisemos o passado de cada um levando em consideração, se possível, os procedimentos da família.

A propósito, tenho percebido uma boa quantidade de candidatos que estão ligados por laços familiares a outros que já ocupam espaço na comunidade política, a sociedade precisa se mobilizar e cobrar a quem de direito que se formule uma Lei que proíba candidaturas de parentes até terceiro grau quando já existirem familiares exercendo mandato. É visível o aumento de parentes buscando ocupar espaço nos Poderes Legislativo e Executivo respaldado por pai, marido, esposa, filho, irmão, etc. Estão se formando verdadeiras dinastias.

Já que comecei a falar sobre essa questão política, vou repetir o que já havia dito/escrito em outras ocasiões (emissoras de rádio, jornais, blog´s, e-mail para Brasília). Da mesma forma que a reeleição só é permitida (de forma consecutiva) para o Executivo uma vez, por que não adotar o mesmo procedimentos para o Legislativo? Não será fácil conseguirmos, entretanto, poderemos pressionar e buscarmos essa vitória, mesmo contra o pesado corporativismo que impera em Brasília.

Outro aspecto que precisa ser alterado é o fato de um ocupante de uma cadeira em Casa menor, concorrer a outro cargo sem a perda do mandato anterior, caso não consiga se eleger. Exemplo: Hoje muitos vereadores são candidatos a deputado estadual, para tais candidatos não existe nenhum prejuízo, pois não sendo eleito retomará o seu assento na câmara municipal. Também, temos senadores candidatos a governador, a presidente, etc. Observem daqui a dois anos a quantidade de deputados que estarão concorrendo a uma prefeitura. Interessante é que todos choram dizendo que os municípios estão falidos, porém, ninguém quer perder a companhia da "velha muda". É lamentável!

Aproveito a oportunidade para conclamar o povo brasileiro a não votar nulo ou em branco, e sim, de forma honesta, sem vender ou trocar o seu voto. Se algum candidato tentar lhe corromper denuncie, vamos iniciar uma cruzada contra esse banditismo que assola nosso País, trabalhemos por uma sociedade mais justa, pensemos nas geraçõs futuras, enfim, passemos a ter mais independência política para que possamos viver com mais dignidade.