19 outubro 2006

Ainda em busca de toda a verdade


Para complementar o post anterior, deixo a trasncrição da gravação divulgada pelo blog do jornalista Paulo Henrique Amorim, ConversAfiada, no momento em que o delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno entrega o CD com as fotos do dinheiro apreendido com petistas para a imprensa. Segundo o blog estariam presentes na gravação os (as) jornalistas Lilian Christofoletti, da Folha de S. Paulo; Paulo Baraldi, do jornal O Estado de S. Paulo; Tatiana Farah, do jornal O Globo e André Guilherme, da rádio Jovem Pan. Se você ainda não ouviu basta acessar o blog clicando aqui. A verdade merece ser esclarecida por inteiro, doa a quem doer. Segue:


Delegado Edmilson Bruno – Aqui prova, aqui tem um milhão 168, Caixa Econômica Federal. Isso aqui é um dinheiro que está na custódia da Caixa Econômica, ó, é da Protege, ficou na Polícia Federal. (...) Custódia a fonte, custódia. São os reais. Tira o nome da Protege, pra não saber que ta na Protege. Eu tenho outros documentos que falam assim (...) Da Polícia Federal. (...) E tem outro da Caixa Econômica Federal, de 300 mil os depósitos (...) juntar num malote só. Tem a foto desse malote.

Repórter – São quantas fotos, 12 fotos?

Delegado Edmilson Bruno - Eu tenho um monte.

(...)

Delegado Edmilson Bruno – Eu vou confiar em vocês. Vai parecer que alguém roubou e vazou para a imprensa. Mais ninguém tem isso aí, só eu. Nem o superintendente (...) Quando vocês passarem na TV, pessoal, tira o nome da Protege e tira essa data aqui.

Repórter – Tira a data...

Repórter – A data pode deixar.

(...)

Delegado Edmilson Bruno – E no Banco Central (...) essa aqui é a foto da Globo (...) Aí tem o envelope escrito Banco Central (...) e todos os dados do dinheiro o meu nome.

(...)

Delegado Edmilson Bruno – Não, vou chegar para o superintendente e falar, “doutor, fui furtado, mas já falei com os repórteres, ninguém sabe de nada, mas eu to desconfiado, sabe como é, não dá pra confiar em repórter, não dá mesmo”. Agora eu conto com vocês, porque podem abrir uma sindicância contra mim, um processo.

Repórter – Mas quem o senhor vai falar que teria roubado?

Delegado Edmilson Bruno – Não sei, “N” pessoas poderiam ter entrado na minha sala, faxineiro (...) Eu tive acesso a isso ontem às cinco horas da tarde.

Repórter – Mas foi um repórter que entrou na sala do senhor?

Delegado Bruno – Não (...) se vazou, não estou falando que foi um repórter não. É que os repórteres não estão sabendo de nada, não dá pra confiar em repórter (...) o que estou dizendo para vocês é que meu telefone vai estar grampeado.

Repórter – É, por isso que o senhor ligou daquele jeito...

Delegado Edmilson Bruno – Desesperado.

(...)

Delegado Edmilson Bruno – Agora é o seguinte, tem alguém da TV Globo aí?

Repórter – Tem o Bocardi.

(...)

Delegado Edmilson Bruno – Mas tem alguém da Globo aqui, da TV.

Repórter – Tem o Bocardi.

Delegado Edmilson Bruno - Não é o Tralli, né? O Tralli está muito visado (...)

Repórter – Não, é o Bocardi

Repórter – Eu falo com o Rodrigo, pode deixar (...)

Delegado Edmilson Bruno – Ah é, tem o (...)

Repórter – Eu vou falar com o Rodrigo Bocardi, aí ele (...)

Repórter –Não, está certo, o legal é contar esta história (...)

Repórter – ... isso só pode sair amanhã na TV (...)

Delegado Edmilson Bruno – Não, tem que sair hoje à noite (...) pode ser no jornal da Globo no primeiro horário, não pode ser à tarde...

Repórter – por exemplo (...)

Delegado Edmilson Bruno –Tem que sair no Jornal Nacional e na Ana Paula Padrão. Isso aí vazou ontem, então tem que fazer hoje de manhã. O que não pode é perder (...) tem que entrar no jornal logo no primeiro horário da noite, não pode já sair no Jornal Hoje.

Delegado Edmilson Bruno – eles já levantaram (...)

Repórter – (...) mas e a agenda? Não, né?

(...)
Delegado Edmilson Bruno – Isso. É possível então falar com a Globo, a Band?

Repórter – Não, pode ficar sossegado (...) A gente vai passar (...)

Delegado Edmilson Bruno –Tem que sair no primeiro horário da noite, não pode sair ao meio-dia
(...)

Repórter – no primeiro não, no último
(...)

Delegado Edmilson Bruno – Tem que ser no primeiro, gente. Eu vou fazer o alarde agora com o superintendente... quem vai assistir ao jornal à meia-noite? Eu quero que o público todo veja. Porque você não sabe o que me tiraram (...) não é que é vingança minha, me sacanearam. Enquanto eu estava sendo ouvido sabia que foram lá no Banco Central antes de mim e tiraram fotos antes e deram para o FBI? Fizeram isso, no meu nome, pegaram o meu protocolo... como eu estava com os peritos... então agora nós vamos fazer a perícia...

Repórter – Tá, combinado.

Repórter - Aí eu ligo para o senhor.

Delegado Edmilson Bruno – Então Globo e Band eu fico tranqüilo?

Repórter – Pode ficar, pode ficar.

Delegado Edmilson Bruno – Que hora é o Jornal Nacional, oito da noite? Vou ligar a TV nesse horário, hein?

Repórter – Pode ficar sossegado.

Repórter – Tchau, doutor.

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