25 janeiro 2007

Uma dica para crescermos mais

Depois do baque que tomei dos "competentes" professores da Universidade Federal de Campina Grande, que corrigiram minha prova de redação e me deram uma espetacular nota zero, volto ao bloguinho. Só mais uma coisa, espero que neste caso a Justiça faça justiça. Me deparei ontem e hoje com uma enxurrada de notícias sobre o Fórum de Davos e sobre o crescimento econômico anunciados por Índia e China, os dois claros comparados de imediato ao nosso. Mas aí lembrei de uma reportagem exibida sábado passado pelo Jornal Nacional sobre o crescimento econômico de Vietnã. Uma brilhante matéria que chamou a atenção para a média salarial paga aos operário, cerca de US$ 100, convertendo para nossa moeda daria algo em torno de R$ 200. E hoje pela manhã, no Bom Dia Brasil, a repórter Sônia Bridi afirmava que:

"Não é preciso perguntar aos trabalhadores das fábricas chinesas ou aos jovens indianos que desenham programas de computador se eles estão ganhando com a globalização. Os salários deles são baixos. Muito baixos. Mas esses empregos criados estão tirando milhões da pobreza. Todos os anos. Principalmente na Ásia. No Fórum Econômico, a pergunta é também desnecessária. As grandes corporações multiplicam seus lucros e seus diretores nunca ganharam tanto. Em 20 anos, o salário de um executivo cresceu de 40 para 110 vezes o de um trabalhador comum nos Estados Unidos. Aí está a percepção de que há perdedores. Nos Estados Unidos, no Brasil, na Europa, empregos são exportados para países que fazem mais barato o mesmo trabalho. O diretor de agenda global do Fórum diz que a globalização já não é mais uma questão de norte a sul. É mais um problema de quem tem renda média. Os pobres estão se beneficiando, os ricos também. Mas os de renda média estão sob muito estresse. Como aliviar este estresse para países e indivíduos? Como equacionar os desequilíbrios criados pela globalização?"
Quem botou a cachola para funcionar sacou o motivo de não crescermos como queríamos. Crescemos menos porque outras regiões do mundo, especialmente a Ásia, oferecem um sistema de preços relativos mais apetitoso. Salários mais baixos e portanto mais lucros para quem investe. Por aqui funciona assim também, mas não de maneira tão escabrosa. Indianos, chineses e vietnamitas ganham menos que os brasileiros. Os mega investidores querem por sua bufunfa nos países que lhes ofereçam maior lucratividade. Se lá eles conseguem empregados para ganharem R$ 200 porque investir aqui no Brasil onde eles teriam que pagar um salário de R$ 380? E olha que não falo nem nos impostos. Como eles têm exércitos de reserva do fator trabalho (são países de largas populações rurais), podem fazer isso com alguma folga, sem pressionar muito a inflação. Deixo aqui um questionamento: não seria mais vantajoso para nós ficarmos ainda mais pobres agora para que a longo prazo consigamos ficarmos um pouco mais ricos?

4 comentários:

walter disse...

ô patrcik seja bem vindo a blogosfera

haykelmaia disse...

Você tem razão no seu comentário, os asiáticos crescem mas apenas poucos. Se aqui há um disparate entre pobres e ricos lá a coisa é ainda pior.

Glauco disse...

Acho complicado pensarmos dessa forma. No Brasil, já se pensou em fazer crescer o bolo para dividi-lo, mas o que aconteceu foi o aprofundamento da desigualdade na distribuição de renda. Os pobres ficaram mais pobres e, lentamente, vem conseguindo diminuir essa diferença nos últimos anos. É melhor um crescimento econômico que consiga incluir as pessoas, mesmo que não seja tão alto, do que um excludente.

Ricardo Rayol disse...

Po patrick se eu ficar mais pobre vou morar debaixo da ponte.

Tu sabes que sou um indignado por natureza. Por isso, peço desculpas para ocupar teu tempo com um assunto bem cretino. A Sônia anda espalhando um monte de merda lamurienta a respeito do movimento evolução, leia mais sobre ele lá em casa. Para uma pessoa que se diz idosa o faz de um jeito bem desagradável. Gostaria de pedir que entendesse o outro lado da estória caso ela viesse se lamentar aqui.