06 fevereiro 2007

Guerra dos Poderes

A polêmica continua em torno do reajuste dos parlamentares. Agora parece que começou a guerra entre os Poderes. Depois da declaração do Ministro do STF e presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, de que trocaria o seu salário de R$ 24,5 mil pelo salário dos parlamentares que é de R$12,8mil mais vantagens, foi a vez do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, de responder a provocação: "Diria que, com sua frase, o ministro [Marco Aurélio] fez um voto de pobreza, dado que salário de ministro do Supremo é R$ 24,5 mil e o dos deputados é R$ 12,8 mil."

A promessa de Chinaglia ontem era de que não reagiria, mas instado por colegas, em nome da Câmara. "Não podemos continuar lendo matérias no jornal dizendo que verbas como a cota de telefone é salário de deputado", queixou-se Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM). E o que fez Chinaglia? Saiu-se com a ironia do "voto de pobreza." De resto, reafirmou que não fará da declaração de um ministro uma "disputa do Supremo com a Câmara, conflagrando os dois poderes". A partir daí Chinaglia jogou a responsabilidade aos colegas da Casa e pediu que o ministro fosse chamado para dar explicações. Como escreveu Roberto Jefferson em seu blog, é uma briga de Genis.

4 comentários:

cassiano disse...

Briga de cahorro grande!

manhantann disse...

Patrick há algo de estranho nessa história. Todo mundo reclama de boca cheia.

Escorpiana Explosiva disse...

Sem palavras boca fechada não sai bobagem.



Um abraço.

Valter Abrucez disse...

Ao contrário de haver alguma coisa de estranho, o que há mesmo é falta de vergonha na cara e ausência de um mínimo de respeito para com os cidadãos. Digam quais os custos que recaem sobre um ministro de tribunal para o exercício de sua função, que justifique salário de 25 mil reais? A mesma pergunta que faço em relação aos parlamentares. Ministros de tribunais e representantes políticos não alçaram as posições que ocupam sob a ameaça um mísero e inofensivo canivete. Todos estão lá porque querem. Se é pouco o que recebem, caiam fora.