20 março 2007

Lula, o brincalhão

Vou fazer aqui o que é imperdoável no jornalismo: requentar a notícia. Mas como estou escrevendo pouco por aqui e o assunto merece um comentário, lá vai. Na última quinta-feira, 15, o presidente Lula, durante lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação, deu uma declaração um tanto quanto peculiar. Disse ele que não vai incluir os ministérios da Saúde e o da Educação na farra de distribuição de cargos, também chamada montagem do ministério:
"Com Saúde e Educação a gente não brinca: na Saúde, se brincar, é morte: na Educação, se você brincar, é analfabeto".
O presidente contextualizou o que todo mundo sabe. Mas o melhor está nas entrelinhas. Na Saúde e na Educação não se brinca, mas no resto pode. E o presidente não falou brincando, o negócio é sério mesmo. Vejamos:

- Previdência: Lula deu o ministério para o PDT, que luta no Congresso contra as regras que o próprio ministério tenta aprovar para acabar com as fraudes por auxílio-doença;

- Infra-estrutura: Lula tirou do ministério dos Transportes o setor de Portos para agradar ao PSB; e o PR, que ganhou a pasta dos Transportes, esperneia dizendo _ com razão que o setor de portos é indissociável do restante da malha de transportes do país. Ou seja, os dois partidos vão brigar o tempo todo, enquanto o povo fica a ver navios.

- Integração Nacional: Geddel Vieira Lima de ministro, isso é que é brincadeira;

- Agricultura: Nessa ele foi 100% brincalhão, um usineiro que usava a documentção dos funcionários para transformá-los em laranja (afinal, estamos na área rural) e pegar dinheiro de bancos do governo.

Que Saúde e Educação não é brincadeira todo mundo sabe. Acho que quem ainda não sabia era o presidente Lula. Falta agora ele descobrir que os outros ministérios também não são para brincar (leia-se também barganhar).

2 comentários:

Ricardo Rayol disse...

Mesmo requentado você chutou o saco dele. deve ter doído ehehehehehe

DANIEL PEARL disse...

BASTA! CPI NA MÍDIA JÁ! Não podemos aceitar um jornalismo sujo, sem vergonha, sem postura, mesquinho, que não respeita o cidadão, a ética e a verdade. Desde 2003, a imprensa chamada "golpista" vem tendo um comportamento inadequado em relação a sua postura jornalística, chegando ao ponto de alguns chamarem a situação de "Golpe Branco" contra o presidente Lula, criando situações desagradáveis. Foi assim, a enxurrada de denúncias sem fundamentos em alguns casos. Nossa imprensa não é séria, já perdeu a credibilidade e dignidade. Chegou a hora da Câmara dos Deputados criar a CPI DA MÍDIA, e já, para o bem na Nação. Daniel Pearl - blog DESABAFO PAÍS - http://desabafopais.blogspot.com. Acesse.