30 maio 2007

Mais uma do Maluco de Caracas

A cassação da concessão do Rádio Caracas de Televisión, como fez o Maluco de Caracas, Hugo Chávez, na base da palavra do soberano, foi um mau passo, para a democracia latino americana. A forma de agir do Maluco de Caracas é autoritária. A TVES, criada e colocada no lugar da RCTV, é nada mais que máquina de propaganda governista. Péssimo sinal.

Vale a pena acompanhar o que vai se dar na Venezuela, pena que não tenhamos fontes confiáveis. Até a semana passada, a RCTV era apresentada por muitas publicações como a "única" emissora de oposição a Chávez. Pouca gente disse corretamente, que era a única com alcance nacional, pelas províncias há várias emissoras que não cansam de desancar o Chávez. Já acho estranho os jornalistas não se incomodarem com o fato de uma emissora fazer oposição (e não crítica, ou investigação) contra um governo; mais estranho ainda é ver que, agora que Chávez desastradamente aponta suas armas contra a Globovisón, também contr aseu regime, terem esquecido rapidamente que, a julgar pelas notícias anteriores, o oposicionismo havia saído do ar com a RCTV.

Fica difícil para os que, como eu, criticam a ação do Maluco de Caracas, deixar de sair apontando os exageros nas críticas ao venezuelano. Nesse mundo sem nuances da cobertura sobre a Venezuela, parece que só há os que amam ou os que odeiam o comandante. Há iniciativas importantes na Venezuela, há besteiras feitas com dinheiro do petróleo, há idéias legítimas de Chávez e há um periogoso projeto messiânico em curso por lá.

É bom lembrar que a cassação da concessão da RCTV só foi possível porque o Maluco de Caracas criou um tal de Lei Resorte. No Brasil a uma tradução a esta lei. Aqui chamada de Manual da Classificação Indicativa. Escreverei em breve sobre isso, antes que seja tarde.
PS: Sexta-feira, 1° de junho, este blog completerá um ano. Obrigado por fazer parte desta história.

3 comentários:

forapetistas disse...

kkkkkkkkkkkkkkk maluco de caracas essa é inedita merece ser adotado por mainardi

leonardo disse...

É uma questão delicada, se Chávez é golpista o mesmo poderíamos dizer de grande parte dos que se opôem a ele.
Como entrever uma saída democrática diante deste lodaçal? Chávez tem um ponto a seu favor, foi eleito democraticamente -- enquanto a oposição, numa atitude sintomaticamente totalitária, subtraiu-se ao combate. Mas esta legitimidade não lhe confere direito de reformular a seu favor os termos da estrutura do Estado.

Mas se ele age em conformidade com a lei (ainda que escamoteando más intenções) e se a oposição demonstra uma perigosa atitude golpista, como combatê-lo através de vias democráticas? Eis o principal desafio dos venezuelanos.

Anônimo disse...

Hugo Chávez tentou dar um golpe de estado, foi condenado por isso e depois anistiado. Em seguida, disputou e venceu múltiplas eleições e plebiscitos. Eleito, foi vítima de uma tentativa de golpe, fracassada. Os derrotados no golpe de 2002 vêm sofrendo, dentro da lei, as conseqüências daquela opção política. Eu quero que me mostrem onde a lei venezuelana foi transgredida nos atos de Chávez. Mas você pode achar que a lei venezuelana está errada. Bem, a Venezuela é um país com eleições periódicas e livres. Com liberdade de imprensa, associação e organização. Mas mesmo assim você pode achar que a Venezuela é uma ditadura e que se trata de exercitar o direito de rebelião para derubar o governo de lá. Só que nesse caso não vale invocar o estado de direito para protestar contra atos do governo venezuelano. Se querem de volta a concessão da RCTV, que recorram à Justiça venezuelana. Ou que convençam o presidente Hugo Chávez a "anistiar" os seus adversários assim como ele próprio foi anistiado. Esse é o caminho. Dizer que um país é uma ditadura só porque não gostamos do governo do momento me parece um pouco demais.