22 maio 2007

Operação Navalha 2, a missão


A Operação Navalha é realmente um sucesso. Expôs ao país o que todo mundo já sabia. Que o binômio empreiteira-políticos é um mar de lama. A repercussão da operação é tão grande que a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a ministra Eliana Calmon, do STJ, concordou em desmembrar o inquérito da máfia das obras públicas. O caso agora será ramificado em dois.

O primeiro envolve a Construtora Gautama. O segundo, ainda guardado sob estrito sigilo, apurará as malfeitorias praticadas por pelo menos mais uma outra empreiteira de obras públicas. As suspeitas são as de sempre: fraudes em licitações, malversação de dinheiro público e pagamento de propinas a congressistas e funcionários do Estado. O que muda são os personagens.

Como se vê polícia e justiça fazem sua parte. Agora é hora de o Parlamento se manifestar. É necessário celeridade para criação de uma nova CPI, a das obras públicas. A gastança do Erário tem que ter um fim. Lamento apenas que um dos ícones da oposição no Senado, José Agripino (DEM) já tenha se contrário a criação. É nessas horas que desconfio que todo parlamentar é enrolado em se tratando de obras públicas.

3 comentários:

tunico disse...

Patrick, quer saber minha opinião? Não vai ter a segunda fase. A PF está em greve e vai receber o jabá. E a primeira fase vai parar na Gautama. O Zuleido responde a processo em liberdade pois é primário e de bons antecedentes, etc e tal, como dantes no quartel do Abrantes.

Saramar disse...

Patrick, boa noite.
O parlamento nem tem tempo de se manifestar por estar travando a batalha dos cargos e voejando sobre a carcaça do Silas Rondeau.
Aliás, nada disso que está acontecendo será bom para eles, não?
Pelo menos é o que percebo pelas declarações de "repúdio" aos corruptos, como se eles vivessem em Marte.
Ai, ai... veremos.

beijos

Ricardo Rayol disse...

Só será um sucesso se manterem presos os envolvidos