30 julho 2007

Desmentindo o mito chamado Cuba

Quem nunca viu um caro barbudo, vestido com uma camisa vermelha estampando a imagem de Ernesto Guevara, falando em nome do proletariado? Acho que todos. Proletarius, na Roma antiga, era o cidadão pobre, isento de impostos, que tinha uma única utilidade: procriar. Estas crias eram utilizadas pelo Estado em guerras. O socialismo, em sua teoria, luta pela liberdade dessa classe. Na prática as coisas são bem diferentes. A história nos mostra a falência dessas teorias. Mas um país em especial insiste na burrice: Cuba. A ilha caribenha, vês por outra é citada por algum alucinado como exemplo da eficiência do sistema. Cuba, na verdade, é um pedaço de terra de propriedade particular de Fidel Castro, que aponta seu irmão como seu sucessor, como se fosse um monarca dono da Nação. Onde o povo é tratado como propriedade do “El comandante”, sem liberdade até mesmo para ir e vir, a mais básica de todas.

Fui incitado a falar sobre Cuba quando vi a delegação daquele país abandonando o Pan antes do término, saindo às pressas sob rumores de que haveria uma deserção em massa. Este é o exemplo de eficiência? Em Cuba, o cidadão, o proletário, não pode sequer pensar em progredir fora de seus territórios. São acusados, sumariamente, de traidores da pátria. Onde está escrito que povo está obrigado a viver naquele presídio miserável. O “paraíso” socialista que prende o próprio povo, ameaça de morte os súditos para que não deixem a ilha em busca de liberdade, tal como o muro de Berlim fazia. Ainda assim, não é suficiente, pois há um impulso natural pela busca da liberdade na maioria dos homens. Muitos cubanos enfrentam os perigos de um paredón e os riscos de tubarões para tentar atravessar para os Estados Unidos, em busca da liberdade. Desejam romper com os grilhões socialistas. Querem apenas uma oportunidade de ser feliz. Não agüentam mais tanta miséria e escravidão, resultado inexorável do socialismo.

Falando do desempenho dos cubanos no Pan: por que os atletas, apesar de tantos problemas, continuam um sucesso em várias modalidades esportivas? Ora, todo país socialista sempre investiu muito no esporte, como vitrine internacional do regime, como propaganda enganosa da situação interna. É uma característica dos governos opressores e ditatoriais, de forma geral. Para Cuba ficar com a medalha de ouro nos jogos pan-americanos, é preciso retirar recursos de setores básicos para o bem-estar da população, tudo em nome do marketing político. E ainda existem idiotas úteis que realmente caem neste golpe!

Outro mito bastante citado pelos defensores do regime ditatorial cubano é o de que a medicina de lá é uma maravilha. Mentira! Me digam, os que defendem, qual a grande contribuição cubana à medicina mundial, com a exceção talvez do caso do vitiligo? Vamos falar sério, sem paixões, alguém realmente consegue acreditar que o povo cubano tem acesso à boa saúde e educação? Li outro dia que um professor tem que sobreviver com pouco mais de US$ 10 mensais, sem liberdade alguma, enquanto repete que o socialismo é perfeito, sabendo que não é.Reflitam: se até mesmo os atletas, que são arma de propaganda comunista, querem fugir de Cuba, imaginem como vive o pobre povo! Não é preciso imaginar, na verdade. O povo não é tão idiota como pensa o ditador-mor da ilha. Na hora de partir em busca de melhores oportunidades, não tem ninguém que escolha Cuba. Nem mesmo os tais “intelectuais” que vivem a defender o regime. Preferem Paris, Nova Iorque, Londres... Havana? Bah!

Deu pena de ver os atletas cubanos tendo que retornar para a prisão antes do encerramento do evento esportivo. Quem compactua com isso, quem ainda consegue defender esse regime. O melhor castigo para essa gente que viver a defender o mito seria ter que viver lá, como um simples proletário cubano. Iriam sentir na própria pele o que é viver num inferno socialista, que tanto defendem do conforto de suas casas. Chega de tanta hipocrisia!

8 comentários:

CAntonio disse...

O que revolta é ver e ouvir tantos que endeusam Cuba, mas nada de migrarem para lá.

Será que é por falta de vôos diretos?


SDS.

Fábio Max Marschner Mayer disse...

Um amigo meu insiste em dizer que Fidel foi um mal necessário para evitar a dominação pelos EUA e virar outro Porto Rico.Também insiste em dizer dos avanços na educação e na saúde os cubanos.

Só que Porto Rico é um país livre, onde há liberdades individuais e que chegou, inclusive, a fazer plebiscito para decidir união ou não com os EUA. Cuba [é uma ditadura.

Ninguém sabe ao certo qual o nível educacional dos cubanos, porque é uma sociedade fechada e miserável, onde não basta estudar para ter ascenção social, que só é deferida ao pessoal do partido. Nem é verdadeira a afirmativa sobre a saúde de Cuba, ilha que manipula seus dados populacionais para gerar eventuais números bons nessa área.

Rodrigo disse...

Olha, não sou defensor de ditaduras, nem regimes forçados ...
na verdade, não sou defensor de governo algum. Pra mim, qualquer forma de governo traz injustiças e corrupção.
Mas quanto a *este* caso específico de Cuba, o que vi/ouvi, de acordo com a *organização* do Pan é que estava planejado ANTES mesmo de os atletas chegarem ao Rio essa volta por escalas.
Tanto é que ficaram cerca de 180 atletas para o encerramento.

Minha esposa é médica, esteve em Cuba há alguns anos, ficou nas universidades, como um cubano. De fato há muita pobreza, mas sim, é verdade: não há analfabetismo, e apesar dos problemas, eles estão vários passos a nossa frente no quesito medicina.

Como falei, não defendo o regime cubano, assim como não morro de amores pela nossa política (nem pela nossa história política). Eu questiono é o papel da mídia em torno disso tudo! O que chega para nós? Informação ou opinião (disfarçada de informção)?

Ricardo Rayol disse...

E um caso interessante de marketing politico. Só mentecaptos podem acreditar que um país daqueles é bom, se acham mesmo por que não vão para lá?

Rodrigo disse...

No Brasil a coisa funciona muito na base do "achismo".. supõe-se muito as coisas, não se pondera, é sempre ou o lado péssimo, ou o lado ótimo .. não existe meio-termo ...

e como disse ali no outro comentário, a mídia não ajuda, não informa, só opina, fingindo informar ...

somos felizardos que temos a internet e acesso a blogs e fontes alternativas de informação, para poder fazer julgamento sensato do que se passa realmente!

João disse...

Excelente texto, Patrick.

Para terminar de embasar o desmascaramento desse regime ditador com os fatos mais recentes, publique um texto sobre a instantânea deportação dos atletas cubanos que fugiram durante o Pan.

Nos jogos de Winnipeg (1999) foram 13 "deserções".

Deveríamos mandar os brasileiros apaixonados por Cuba no lugar dos cubanos, de preferência certos "intelectuais" midiáticos. Aposto que os fugitivos do paraíso não iriam reclamar da troca.

Veja este texto bem imparcial sobre o tema:
http://www.ternuma.com.br/drosenfield0715.htm

Nick!! disse...

É preciso ver o caso dos boxeadores cubanos de todos os ângulos possíveis, não apenas por aquela que a grande imprensa dá maior visibilidade. O depoimento do procurador e a reportagem daquele jornal... Extra, se não me engano, não harmoniza com a versão da grande imprensa. Por outro lado, a polícia deveria ter tomado mais cuidado, e adiado um pouco mais a repatriação, para deixar as coisas o mais claro possível. O Governo, ao menos, pecou por falta de precaução.

Taty Valéria disse...

Concordo com a opinião do esposo da médica (adoro essa nova nomenclatura). Em termos de educação e saúde, Cuba está bem à frente. Mas eu, particularmente, que adoro meu banho quente, meu shampoo e minha carne do sol aos domingos não tenho um pingo de vontade de me mudar pra lá, e por isso mesmo, não faço apologia nenhuma a um país e a um sistema que eu não pretendo seguir.