O PFL está mudando de nome. Vai formalizar, hoje, em convenção nacional da legenda, a mudança para Democratas. O deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), será eleito o novo presidente do partido. O atual presidente da legenda, Jorge Bornhausen, disse que sob o comando de Rodrigo Maia, a legenda vai centralizar a discussão de sete temas principais: direitos humanos, defesa do meio ambiente, emprego, educação, segurança, saúde e habitação. O partido vai se chamar apenas Democratas (DEM) porque a Lei dos Partidos Políticos em vigor não obriga mais as legendas a conter, obrigatoriamente, a palavra “partido”. José Eduardo Alckmin, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e especialista em direito eleitoral, afirma que a atual legislação “dá total liberdade” aos partidos políticos. E que as legendas podem escolher “siglas mais simpáticas”. O PFL é o primeiro a tomar a iniciativa de dispensar a palavra “partido”, que se tornou obrigatória durante o regime militar para atenuar a popularidade do então MDB. Inicialmente cogitava-se a possibilidade de o partido chamar-se Partido dos Democratas, com legenda PD. Acontece que em alguns países a sigla, PD, significa pederasta, o que não pegaria bem para os partidários.
Bornhausen aproveitou ainda os holofotes da mídia para acusar o governo de estar operando, mais uma vez, um esquema de cooptação de parlamentares semelhante ao m
ensalão – o susposto pagamento de propinas para manter deputados na base governista. Bornhausen assegura que existem evidências de que métodos parecidos estão sendo utilizados para atrair novos aliados do governo no Congresso Nacional. “Não há indícios, há evidências. Modalidades de atração governamentais estão existindo, como cargos e emendas. Pode se reproduzir o que foi feito no passado”, afirmou Bornhausen nesta segunda-feira.O PFL por, exemplo, elegeu 65 deputados federais em outubro do ano passado. De lá para cá a bancada diminuiu para 58 parlamentares. O oposto acontece com o PR, que começou a legislatura com 23 deputados e atualmente tem 40. O PR quer ter uma bancada de 50 deputados até o final do semestre. O presidente do PFL minimiza os estragos em sua legenda, afirmando que “os cooptados para nós representam uma lipoaspiração; nos livramos dos que estão no mercado de balcão”. O PFL, que cobrou multa de R$ 51.388,00 dos deputados que deixaram o partido, aguarda decisão da Justiça Eleitoral sobre as punições aplicadas.
ensalão – o susposto pagamento de propinas para manter deputados na base governista. Bornhausen assegura que existem evidências de que métodos parecidos estão sendo utilizados para atrair novos aliados do governo no Congresso Nacional. “Não há indícios, há evidências. Modalidades de atração governamentais estão existindo, como cargos e emendas. Pode se reproduzir o que foi feito no passado”, afirmou Bornhausen nesta segunda-feira.O PFL por, exemplo, elegeu 65 deputados federais em outubro do ano passado. De lá para cá a bancada diminuiu para 58 parlamentares. O oposto acontece com o PR, que começou a legislatura com 23 deputados e atualmente tem 40. O PR quer ter uma bancada de 50 deputados até o final do semestre. O presidente do PFL minimiza os estragos em sua legenda, afirmando que “os cooptados para nós representam uma lipoaspiração; nos livramos dos que estão no mercado de balcão”. O PFL, que cobrou multa de R$ 51.388,00 dos deputados que deixaram o partido, aguarda decisão da Justiça Eleitoral sobre as punições aplicadas.Percebe-se então que uma mudança de nome, por si, não significa grande coisa. A prática é que vai dizer. Será que passagem do comando de Jorge Bornhausen para um jovem parlamentar, como Rodrigo Maia, sinaliza uma renovação de lideranças ou apenas corresponde a um novo velho?



