É sempre assim. Nesses poucos, porém longos, anos de desgoverno da petralhada acostumamos (ou não?) com os mais nebulosos e nefastos escândalos envolvendo a esfera pública. E nesse caso do dossiê dos gastos com cartões corporativos, que tentam incriminar o ex-presidente FHC, a história se repete. Primeiro afirmam não existe, trata-se de mais uma invencionisse da "mídia golpista. Comprovado o fato é a hora de negar a autoria, ou dizer o já famoso "eu não sabia".No caso do dossiê uma figura é a peça central da armação e, minha opinião, mentora da trama: a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (essa mesma, a da foto, fazendo pose de mano). E justamente por isso, é que toda a petralhada está escalada para blindar a ministra Dilma, inclusive o próprio presidente que saiu em sua defesa. Lula disse: "Não posso ter um milésimo de suspeita contra a ministra, porque a conheço, sei da história dela e do serviço que ela presta ao país".
Quem não conhece a história da "mãe do PAC", como diz Lula? Nos tempos da ditadura militar, a "companheira Estella" foi uma das que planejou o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo. O crime foi praticado pela VAR-Palmares, grupo revolucionário fruto da fusão entre a Vanguarda Popular Revolucionária, de Carlos Lamarca, com o Colina, grupo que tinha "Estella" como líder. Os assaltantes, e não revolucionários, teriam levado US$ 2,6 milhões na operação.
Será mesmo que, com esse biografia, é vítima de uma "leviandade clandestina"? Aliás, de leviandade e clandestinidade a petralhada entende muito bem.
Os petistas são mestres em se fazer de vítima quando são pegos com a boca na botija. Invertem tudo, jogando a culpa para os outros. Se julgam acima da lei e da moral. Não é a ministra Dilma a vítima, as vítimas somos nós que estamos reféns dessa trupe.