20 julho 2009

ZELAYA, O QUERIDINHO DOS IDIOTAS E DOS VIGARISTAS, AGORA PEDE GUERRA CIVIL

Por Reinaldo Azevedo:

Conforme escrevi aqui desde o primeiro dia da crise, ainda que Manuel Zelaya fosse reinstalado no poder, se a tal consulta popular não se realizasse, Hugo Chávez seria derrotado do mesmo modo. O que interessa é o triunfo do modelo bolivariano, que institui o processo da reeleição, recorrendo às urnas para fraudar a própria democracia. Pois é…

Oscar Arias, presidente da Costa Rica e mediador do conflito, havia apresentado um plano com sete pontos. Previa a volta de Zelaya, sim, mas num governo de coalizão. Ele também desistira da tal consulta popular. Seus emissários toparam, mas o governo provisório de Honduras rejeitou a sua volta à Presidência: permite a sua entrada no país, mas respondendo à Justiça por suas transgressões. Pois é…

A turma de Zelaya fingiu aceitar o plano, mas ele próprio, em entrevista à Folha, disse que não abriria mão da consulta coisa nenhuma! Afirmou que ela é vontade do povo — vontade que ele estava preparado para fraudar (ver post abaixo). Seus negociadores agora dizem que a entrevista foi concedida na sexta (publicada pela Folha no domingo), e que eles aceitaram o acordo no sábado. Conversa para enganar trouxa.

O que Zelaya disse ao jornal brasileiro não era coisa do calor da hora. Estava revelando parte de uma estratégica. Ele não quer ceder em nada porque, hoje, quem lhe dá sustentação é Hugo Chávez. E Chávez só ganha com a oficialização do bolivarianismo.

O que faz agora o irresponsável? Conclama, abertamente, a população à insurreição, insufla a violência. A maioria esmagadora dos hondurenhos, como sabemos, apóia o governo provisório. O recado de Zelaya está sendo dado aos militantes bolivarianos do e no país — já que muitos estrangeiros foram para lá para fazer a “revolução” (ver abaixo). Isso é parte da estratégia de Chávez, consubstanciada no tal “Plano Caracas”: provocar a desordem no país, tentando atrair uma reação violenta dos militares, com muitas vítimas. Os próprios bolivarianos a soldo se encarregariam de fazer alguns mortos entre os opositores do atual governo.

Tenta-se levar a guerra civil a Honduras a todo custo. E o nome do sacerdote dessa missa macabra é Hugo Chávez. Nesse caso, Barack Hussein é seu coroinha.

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